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Crenças Equivocadas sobre a Missão de Vida
Por Arline Davis
Conhecer sua Missão de Vida e viver com um senso de propósito é importante para aquele que pretende alcançar a realização pessoal. A Missão de Vida serve como uma referência para a pessoa se guiar em suas escolhas e como uma fonte interna de motivação que é capaz de dar alento em momentos de grandes desafios ou adversidades. Associado à Missão de Vida está o nosso senso de Identidade, a resposta da pergunta: "Quem é você?"
Quem conhece sua Missão de Vida ganha a possibilidade de comunicar a respeito, para o mundo ao seu redor. Algumas pessoas se encontram frustradas quando o mundo não está respondendo do jeito que gostaria que respondesse. É como se os outros não reconhecessem a intenção por trás das investidas que faz para ser importante no mundo, fazer uma contribuição única e fazer parte de um bem maior.
Pior ainda deve ser quando uma pessoa nem comunica para si mesmo qual é sua missão de vida. Para alguns, a Missão de Vida precisa ser elaborada, definida e organizada em um grande manifesto. Pensando assim, cria-se a expectativa que isso vai ser trabalhoso, complicado ou difícil. Na verdade, tudo pode ser simples, pois a gente não tem que inventar uma missão - ela já existe. É uma questão de acessar nosso interior para descobrir o que já existe dentro de nós.
Trabalhei com clientes e alunos que já haviam passado até um seminário inteiro para "definir" sua Missão sem conseguir completar a "tarefa". Quando relaxaram para experimentar um singelo acesso à sua linguagem interior, tiveram o "insight" tão desejado. A expectativa de que a descoberta da missão tem que ser uma peregrinação longa acaba sendo uma crença limitante que inibe a comunicação interna, que é tão confiável para se acessar esta informação.
Em seu livro "The Path," a consultora Laurie Beth Jones compartilha sua larga experiência em trabalhar com pessoas para que descubram sua missão e consigam expressá-la em declarações simples, ao estilo de Madre Teresa - "Ter misericórdia para com os pobres e doentes", ou "Acabar com o apartheid" do Nelson Mandela. Quando temos esses exemplos de líderes mundiais, pode-se ter a impressão de que só dá para poucas pessoas terem uma missão de vida tão impactante. No entanto, segundo a autora, todos nós temos nossa missão de vida e o livro leva a várias reflexões importantes, incluindo exercícios interessantes para uma pessoa clarear sua noção da missão. Um trabalho que podemos explorar hoje é a identificação de falácias e equívocos importantes que podem interferir no próprio reconhecimento de nosso propósito. A seguir, uma relação comentada das falácias como apresentadas pela autora no livro:
Meu trabalho é a minha missão.
A sua missão de vida é sempre maior do que o trabalho que você tem. A missão é mais abrangente e mais perene.
Meu papel na vida é a minha missão.
Você é muito mais que o papel que exerce na vida. Inclusive, um papel na vida pode mudar - imagine um executivo demitido do seu cargo ou uma mãe cujo caçula acaba de sair de casa. O papel pode ficar vulnerável a circunstâncias, a missão não.
A minha lista de projetos é a minha missão.
A sua missão de vida não é a relação de projetos de vida que pretende realizar, do tipo: escrever um livro, plantar uma árvore e visitar Paris antes de morrer. A missão está muito mais para uma visão grande de uma caminhada de vida.
Não estou vivendo a minha missão.
A autora considera altamente improvável que não esteja vivendo sua missão de alguma maneira. A orientação é de aumentar sua consciência de como já está vivendo a missão. Ela pode começar exatamente onde você se encontra agora e se expressa nas escolhas e atos do dia-a-dia.
Eu não sou importante o suficiente para ter uma missão.
Cada ação que tomamos tem efeito na totalidade da humanidade. A visão de sua conexão e serviço ao sistema maior permite uma confiança que está contribuindo.
A minha missão precisa ser grandiosa ou ajudar muitas pessoas.
De acordo com o "State of the World Forum", realizado nos anos 90, as três atividades mais críticas para o mundo no novo milênio são: criação de filhos, ensino e cura. Se criou uma criança, ensinou algo a uma pessoa ou curou alguém, a sua vida já pode ser um sucesso.
Ter uma missão significa sofrer.
É um mito que a missão precisa ser um caminho árduo, cheio de sofrimento. Inclusive, se está carregando o mundo sozinho, sem conseguir respirar, está na hora de reavaliar o que está fazendo e, mais importante, o que está acreditando.
Minha missão deve ser igual à dos meus pares.
Às vezes, se torna necessário se dissociar do modelo de mundo dos pares ao seu redor, dar menos ouvidos àqueles que estão por perto e abrir os olhos para uma visão sua que o guia para sua missão pessoal.
Geografia é destino.
Não importa onde nasceu ou qual é seu ambiente atual. Há um alinhamento natural entre missão e a geografia atual. Ao mesmo tempo em que se tem consciência da influência da delimitação das fronteiras atuais, pode-se olhar além.
Aquilo que faço agora é o mais perto que vou conseguir.
Muitas carreiras são um paralelo ou uma sobra do desejo verdadeiro do coração. Esteja atento às imitações fracas daquilo que é, na verdade, maior.
A vida é um acaso, até eu mesmo foi um acidente.
A autora do livro conta de uma crença limitante que acabou transformando. Uma vez, perguntou à sua mãe como foi que chegou ao mundo e a mãe respondeu que era um acidente. A nossa autora tinha esta sensação mesmo, quer era um acidente e não tinha nada demais para fazer aqui. Com seu trabalho de desenvolvimento pessoal, acabou abraçando sua importância no mundo e hoje afirma que cada um de nós tem um propósito divino em estar aqui, vivo no mundo.
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