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Respaldo de coach pode "salvar" negócios
Para Sulivan França, o coach não é habilitado para dar respostas prontas
Em tempos de crise, o respaldo de um coach pode ser de grande ajuda e fazer toda a diferença, pois além de fornecer suporte aos executivos para passar por esse momento com menos dificuldade, ainda o auxilia a aproveitá-lo para se fortalecer. Nos últimos anos, a demanda por esse profissional cresceu 200% no Brasil.
Richard Nixon, ex-presidente dos Estados Unidos, disse: "Em uma crise, esteja consciente do perigo, mas identifique a oportunidade." No entanto, o que ocorre muitas vezes em momentos tais como esse é, encará-lo com pessimismo, e segundo outro importante nome da história, Winston Churchill, ex-primeiro-ministro britânico, "um pessimista vê uma calamidade em cada oportunidade."
O processo de coaching promove a percepção e criação de opções e, quanto mais opções de escolha estiverem disponíveis, mais poderosa a pessoa se torna e menos vítima da situação. Isso ocorre pois, ela vai adquirindo controle sobre sua própria vida e percebendo que é totalmente responsável por ela e por todas as escolhas que faz.
De acordo com o presidente da Sociedade Latino-Americana de Coaching (SLAC) , Sulivan França, coaching é um processo pragmático que, acompanhado por técnicas específicas aplicadas por um profissional previamente capacitado, visa provocar o desenvolvimento e maximização da performance da empresa, grupo de trabalho ou mesmo de uma pessoa, a partir de metas definidas previamente como resultados a serem alcançados.
No entanto, diferente dos terapeutas e consultores, esse profissional não é habilitado para dar respostas prontas ou conselhos, mas para instalar um processo de reflexão que aborda a meta pretendida pelo cliente passo a passo, ou melhor, por estágios até chegar ao ponto final.
A SLAC oferece cursos de capacitação para os profissionais que pretendem ingressar nesse ramo de atuação. O programa tem duração de 72 horas de treinamentos teóricos e práticos que incluem estratégias para treinar líderes, apresentar soluções e demais ferramentas técnicas que devem ser aplicadas no proceso, a partir do diagnóstico do caso em questão, seja ele ligado à performance, questões pessoais, relacionamentos e gestão da carreira.
O pré-requisito para os interessados em ingressar nessa carreira é o diploma de ensino superior, independente da área escolhida. "Conhecimento prévio do setor em que se pretende atuar é um diferencial competitivo para o coach mas a área de atuação é bastante ampla, o que não exige especialização e nem experiência prática do profissional", apontou.
O valor de uma sessão, em início de carreira, para uma hora e meia de atendimento, é de R$ 200, em média, podendo chegar a R$ 1,2 mil para os profissionais com maior experiência. No entanto, antes de sonhar com a remuneração, é preciso que o candidato avalie se tem perfil e conhecimento para assumir a responsabilidade pelo processo de mudança de empresas, profissionais e indivíduos.
Passo a passo
- De acordo com a coach mineira Soraia Gervásio, que atua na área desde 1987, antes de iniciar o aconselhamento, é preciso que o profissional investige as competências e habilidades já desenvolvidas e aponte outras que devem ser trabalhadas pelo profissional.
Para tanto, devem ser utilizados testes e métodos credenciados e aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia. "A abordagem mais pessoal e psicanalítica se faz necessária, para que as ações definidas sejam baseadas em laudos científicos", apontou.
A escolha de um coach também merece cuidado. De acordo com Soraia Gervásio, é preciso que o cliente faça uma seleção prévia, com direito a apreciação de currículos, informações sobre experiências anteriores, participação em congressos e publicação de artigos. "Sem diretrizes claras, essa metodologia ganha outros contornos que não são os de coaching", enfatizou.
Cuidados
- Por ser uma das profissões do momento, há coaches de sobra. Por isso mesmo, há de se tomar muitos cuidados na hora de escolher um profissional para auxiliar seu desenvolvimento. Quem faz o alerta é o coach Sulivan França, presidente da Sociedade Latino-Americana de Coaching (SLAC).
De acordo com o especialista, é muito importante, por exemplo, verificar onde o coach concluiu o curso. "A formação em uma entidade internacional tem muito valor. O coaching nasceu nos Estados Unidos (EUA) e é preciso que o futuro coach tenha contato com profissionais oriundos deste e de outros países, até para que tenha conhecimentos amplos, de outras culturas", afirma França.
Para Sulivan França, o bom coach não pode se basear apenas em suas experiências passadas. "Ele deve aplicar metodologia. É preciso ter formação sólida e continuar estudando." Para o presidente da SLAC, o coach deve ter outras características, como:
- Saber ouvir o cliente sem pré-julgamento;
- Nunca aconselhar;
- Não prometer resultado que não possa ser atingido;
- Sigilo absoluto sobre tudo que acontece na sessão;
- Agir com ética e profissionalismo.
"Se o coach atender a todos esses requisitos, e se ainda tiver por trás a formação e a recomendação de uma entidade internacional, certamente auxiliará o cliente a ter sucesso em suas metas."